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sexta-feira, 23 de março de 2012

FINA ESTAMPA - Altos e Baixos!

Atualizado: 23/3/2012 | Por Famosidades
"Fina Estampa"

Altos e Baixos

Altos e Baixos - 1 (© Divulgação TV Globo)

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Por WALLACE CARVALHO

RIO DE JANEIRO - “Fina Estampa” escolheu um caminho perigoso ao seguir na contramão das últimas produções exibidas no horário nobre. O autor Aguinaldo Silva não tinha uma trama central que prendesse o telespectador durante quase nove meses.

Ainda assim, os embates entre Tereza Cristina (Christiane Torloni) e Griselda (Lília Cabral) fizeram com que o folhetim registrasse a melhor audiência da faixa das 21h desde “A Favorita” (2008). A produção teve até o começo de março média de 39 pontos no Ibope.

Boa parte de seu sucesso se deve ao mordomo Crô, personagem de Marcelo Serrado, que ao lado do motorista Baltazar (Alexandre Nero) foi responsável pelos melhores momentos da novela.

Para se despedir da turma que movimentou a Barra da Tijuca, o Famosidades montou uma lista com os pontos altos e baixos dessa turma que vai deixar saudades. Confira!

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Crodoaldo Valério foi o grande nome da novela. Marcelo Serrado conseguiu driblar o preconceito em um país ainda bastante conservador e fez o mordomo Crô, um afetado homossexual, cair nas graças do público. Com o tempo, o personagem foi ganhando cada vez mais espaço na trama e ofuscou as protagonistas. Seus diálogos ao lado de Tereza Cristina (Christiane Torloni) entraram para a galeria de cenas antológicas da TV brasileira.


Atualizado: 23/3/2012 | Por Famosidades
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Alexandre Nero mais uma vez fez miséria com um personagem secundário. Baltazar deveria ser responsável pela parte mais dramática da história pelo fato de agredir a esposa. Porém, o motorista de Tereza Cristina conquistou as mulheres, a sinopse foi alterada e o “zoiudo” passou a ser o

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Griselda começou a novela como a representante da tão comentada classe C. Com uma caracterização perfeita, Lília Cabral fez muita mãe de família se ver na TV diante da mulher que dá duro na vida para criar os filhos honestamente. Os embates de Pereirão com Antenor (Caio Castro), o filho que tem vergonha da mãe, emocionaram o público. Com o decorrer dos capítulos, os grandes dramas da protagonista foram se diluindo e a personagem passou apenas a ser alvo das maldades sem sentido de Tereza Cristina. Ainda assim, Lília deu um show e Caio mostrou que tem tudo para se firmar no casting de galãs da emissora

antagonista de Crô fazendo com que suas cenas fossem para o lado da comédia.

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Novela sem um casal que se apaixona, briga, separa, sofre e reata, não é novela. Pois Amália (Sophie Charlotte) e Rafael (Marcos Pigossi) foram os responsáveis pelas clássicas cenas do folhetim. A atriz mandou muito bem na pele da ingênua mocinha que dá todas as chances para o amor de sua vida fazer as coisas certas. Já Pigossi se destacou como o malandro que se transforma por amor. O ator, que havia feito um outro rebelde em 'Ti Ti Ti', conseguiu seguir uma linha completamente diferente de seu personagem anterior e fez bonito no horário nobre.

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Aguinaldo Silva passou sufoco para escalar o elenco masculino de sua trama. Mas o autor conseguiu driblar as dificuldades e soube agradar o público feminino com nomes de tirar o fôlego. Se Dalton Vigh não teve “pegada” suficiente e José Mayer não pôde fazer o pegador por conta de seu look para uma peça de teatro, o posto de galã ficou com o português Paulo Rocha. O gajo pode não ter tido a química esperada com Griselda, mas encantou as brasileiras. Para aqueles que preferem um tipo mais novinho, Dudu Azevedo provou que Márcio Garcia é coisa da década passada e fez as telespectadores ficarem nervosas cada vez que entrava de sunga no ringue. Mas, segundo o Ibope, quem fez a audiência subir foi Júlio Rocha ao se tornar um modelo de roupa íntima.
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Autor de clássicos da teledramaturgia como “Roque Santeiro”, “A Indomada” e “Senhora do Destino”, Aguinaldo Silva perdeu a mão no enredo de “Fina Estampa”. A história da mulher batalhadora e sem vaidade que desperta o desejo do marido da mulher rica e se torna milionária perdeu o fôlego no meio do caminho. As tramas paralelas também não emplacaram. Crô e Baltazar, dois exemplos de personagens bem construídos, salvaram a vilã Tereza Cristina do nonsense. A megera – ora atormentada mentalmente, ora fútil e histérica - jamais conseguiu encontrar um motivo concreto para suas maldades após o capítulo 25. Sem falar que todos os segredos que o escritor tentou criar para manter um certo suspense eram tão chatos e sem criatividade quanto a preguiçosa abertura do folhetim assinado por Hans Donner.

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Renata Sorrah colocou Nazaré Tedesco, outra criação de Aguinaldo Silva, na galeria das vilãs inesquecíveis. Porém, desde que se despediu da rival de Maria do Carmo nunca mais conseguiu emplacar uma boa personagem na TV. Com a médica Daniele, não foi diferente. Chata e, às vezes, infantil, a trama da especialista em fertilização que faz uma inseminação artificial em uma cliente para gerar um sobrinho em segredo não causou o barulho previsto. “Barriga de Aluguel”, em reprise no Viva, abordou a história - sobre quem é a verdadeira mãe de uma criança nascida de uma mulher, mas gerada com o óvulo de outra – de uma forma bem mais interessante.

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Jornalista por formação, o autor foi bastante infeliz ao criar um tipo tão fake para representar um profissional da mídia “marrom”. Marcela, interpretada por Suzana Pires, era tão forçada que a saída foi matar a personagem. A coisa ficou pior quando o escritor colocou na trama uma irmã gêmea da jornalista disposta a fazer justiça pela morte da irmã para não deixar a atriz fora do folhetim. Só que a cópia saiu pior que encomenda. Se tudo isso estiver na sinopse original deixa a situação pior ainda.

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Talentosíssima, Totia Meirelles foi uma figurante de luxo no fracassado núcleo da pensão. Com exceção do personagem de Guilherme Boury, que além de amigo do personagem do Caio Castro se envolveu com a funkeira da Carol Macedo, nada ali funcionou. Alguém sabe que fim levou o personagem Sandro Pedroso, o namorado de Susana Vieira? Com exceção da personagem de Eva Wilma, que morava lá para dar sentido ao núcleo, apenas Wolf Maya – diretor geral do folhetim – tinha alguma função: salvar Tereza Cristina de suas próprias ciladas.

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Adriana Birolli não nasceu para ser aquela típica mocinha romântica. Existe um ar de Isabel, sua personagem em “Viver a Vida”, que inviabiliza o telespectador a acreditar que ela menina possa sofrer de amor e todo aquele blá blá blá que nos faz torcer por uma heroína de novela. Além disso, faltou química entre a morena e Caio Castro. E entre ela e Rodrigo Hilbert. Entre ela e o público. Aguinaldo Silva ficou tão preocupado em alfinetar Silvio de Abreu e fazer o público esquecer a apagada Diana de Carolina Dieckmann, em “Passione”, que deixou a desejar na hora de montar sua Patrícia.

fonte:http://entretenimento.br.msn.com/famosos/fina-estampa-27#image=11

sexta-feira, 16 de março de 2012

Graziella Schazad - Take On Me


Com 25 anos de idade esta cantora e compositora nasceu em Berlim, Mãe polonesa e pai afegão. Graziella Schazad começou a tocar guitarra aos 3 e violino aos 4 anos de idade. Quando tinha 9 anos sua mãe finalmente comprou-lhe as lições desejada para piano e ela começou a estudar ... Em 1995 ela se tornou aluna externa no Hanns Eisler Conservatory of Music e estudou violino clássico, bem como o piano clássico. Aos treze começou a escrever suas primeiras canções e desde então tem colocado a desilusão como experiência alegre em suas canções, Em 2001 deixou os estudos clássicos, Seguiu em viagens e apresentações por toda a Europa. Em 2004 decidiu se dedicar a sua carreira solo, mudou-se para Hamburgo e começou a compor seu primeiro álbum solo. Ganhou o regional Emergenza Acoustic Showcase, 6 Singer Songwriter Slams em uma sequencia e foi a vencedora do verão 2007 Singer Songwriter Finals. A estação de televisão nacional NDR a convidou para apresentar seu álbum de estréia e Segundo o jornal alemão "Hamburger Morgenpost", tem encantado o público de Hamburgo em vários espectáculos no "Hamburger Schauspielhaus", o maior teatro alemão, para não mencionar os mais de 40 shows que ela fez nos seis primeiros meses de 2008. Graziella Schazad recentemente lançou seu primeiro EP e descreve o seu estilo musical como pop acústica artesanal.



Graziella Schazad: "Take On Me"
Composição : Magne Furuholmen/Morten Harket/Paul Waaktaar-Savoy


We're talking away
I don't know what I'm to say
I'll say it anyway
Today's another day to find you
Shying away
I'll be coming for your love, OK?

Take on me
Take me on
I'll be gone
In a day or two

So needless to say
I'm odds and ends
But I'll be stumbling anyway
Slowly learning that life is OK
Say after me
It's no better to be safe than sorry

Take on me
Take me on
I'll be gone
In a day or two

Oh the things that you say
Is it life or just to play my worries away
You're all the things I've got to remember
You're shying away
I'll be coming for you anyway

Take on me
Take me on
I'll be gone
In a day or two

quinta-feira, 8 de março de 2012

HOMENAGEM AO DIA DA MULHER

8 de março. Ou todos os dias....

"Mulher...

Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis que divide sua alma em duas,

para carregar tamanha sensibilidade e força q
ue ganha o mundo com

sua coragem que traz ternura no olhar ;

Mulher,

Que luta pelos seus ideais, que dá a vida pela sua família, vence o cansaço

que chora , que ri ;;;

Mulher ,

Que sonha... , silencia o segredo , a certeza da mão estendida .

A cumplicidade que não se explica.

A penas vive!

Mulher Palavra Sublime !

A todas as Mulheres recebam o nosso carinho :

Jesus e Verinha



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

10º SEMINÁRIO DO GRUPO ESPÍRITA AVE LUZ



10º SEMINÁRIO DO GRUPO ESPÍRITA AVE LUZ

REENCARNAÇÃO OU RESSUREIÇÃO ?
O QUE JESUS ENSINOU ?


DIAS 26, 27 DE OUTUBRO DE 2011 ÀS 19:45 HS
E 29 DE OUTUBRO ÀS 18:45 HS


LOCAL: GRUPO ESPÍRITA AVE LUZ

PALESTRANTES:

-> NONATO ALBUQUERQUE
-> AUGUSTO FERNANDES
-> PEDRO PATRIOTA

ATRAÇÕES MUSICAIS:

-> GRUPO GOTS DE ORVALHO E SERVOZ DE LUZ

Local: GRUPO ESPÍRITA AVE LUZ.
Avenida A, Nº 220 – Lote. Nova Fortaleza – Jangurussu

**Realização:
GEAL - Grupo Espírita Ave Luz

**Promoção:
FEEC - Federação Espírita do Estado do Ceará
UDE 5 - União Distrital Espírita 5

Informações:
Tel.: (85) 8780.7942/87602065

Grupo Espírita Ave Luz - GEAL
Fundado em 18 de Abril de 1992
"Deus, Cristo e Caridade"

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Filme: Um Craque Chamado Heleno


Por Sérgio Settani Giglio
em 09-05-2010, às 20h38.

Um craque chamado Heleno O ator Rodrigo Santoro recria com precisão a trajetória do mais torto e trágico dos anjos do futebol brasileiro em filme que José Henrique Fonseca dirige no Rio de Janeiro

Ubiratan Brasil / RIO - O Estado de S.Paulo

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100509/not_imp549061,0.php

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100509/not_imp549076,0.php

A metamorfose começou - primeiro, o corte de cabelo, cuidadosamente modelado e esculpido de gomalina, à moda de Rodolfo Valentino; em seguida, os tornozelos que, graças à dedicação nas cenas de jogo, são tratados com gelo, como fazem os atletas profissionais. Mas é no olhar que a transformação mais impressiona: incisivo, confiante, debochado. É a partir dos olhos que o ator Rodrigo Santoro assume a persona de Heleno de Freitas (1920- 1959), o mais torto dos anjos do futebol brasileiro, ídolo do Botafogo dos anos 40 que morreu sifilítico, incompreendido, louco. Um fascinante personagem cuja trajetória inspira o novo filme que José Henrique Fonseca roda há dez dias no Rio de Janeiro. "Heleno carregava a própria tragédia grega no nome", conta o cineasta, enquanto observa o trabalho de concentração de Santoro.

Na manhã de sexta-feira, em um dos vestiários do estádio do Vasco da Gama, em São Januário, o Estado acompanha com exclusividade a preparação de uma cena. Vestido com a camisa de época do Botafogo, chuteira de couro e travas de cortiça, o ator acerta o cabelo, acende o cigarro, posiciona-se como um deus grego, apoiado em um banquinho. "Rodrigo fica tão concentrado que, no set, o chamamos de Heleno, sem gozação", comenta Fonseca. "E ele atende."

Orçado em R$ 8 milhões, o filme (que ainda carrega o título provisório de Heleno) vai acompanhar a trajetória de um craque singular: advogado formado, bonito, famoso, goleador mas bipolar - irascível em campo, disposto a brigar com adversários e colegas do próprio time por conta de uma jogada malfeita, Heleno era um gentleman fora do gramado, incapaz de insultar alguém. "É um personagem muito complexo, que ainda estou descobrindo", conta Santoro.

Heleno (que pode mudar para um título sem referência ao nome do jogador) não será um filme sobre futebol, apesar de seu fio condutor ser a trajetória do atacante obcecado pela vitória, que passou por Botafogo, Vasco, Santos, América carioca, além do Boca Juniors da Argentina (passagem na qual se criou o boato de que teve um affair com Evita Perón) e Atlético Junior de Barranquilla da Colômbia, onde cativou torcedores ilustres como o escritor Gabriel García Márquez. "Quando o encontrei, em um festival de cinema em Cuba, Gabo disse que, com Heleno, não havia meio termo: ou ele encantava a torcida com um show de bola ou era expulso, depois de brigar com alguém."

Mito. Assim, o plano de Fonseca, que divide o roteiro com Felipe Bragança, é recriar justamente esse mito do qual sobraram documentos esparsos - um punhado de fotos e depoimentos conflitantes. Nada de imagens em movimento, exceto alguns segundos de uma partida do Boca, recém-descobertos na Cinemateca Argentina. Criou-se, portanto, ao longo dos anos um perfil desencontrado do jogador. "Havia quem o endeusava, mas também existiam aqueles que o pintavam como demônio", lembra o cineasta, que há cinco anos trabalha para viabilizar o projeto. "No final, tanto tempo de espera serviu, ao menos, para criar uma história menos documental e mais centrada na figura humana."

Graças ao apoio do empresário Eike Batista, que acreditou no filme e despertou o interesse de outros financiadores, o público vai conhecer a história do homem que buscava a perfeição mas, vitimado pela sífilis que destruiu seu cérebro, terminou como um farrapo humano. "Há cenas muito fortes, como a única partida que Heleno disputou no Maracanã", observa Santoro, que leu toda a documentação existente, além de ter conversado com pessoas que, de alguma forma, tiveram um certo contato com o jogador. "Em 1951, já doente, ele vestiu a camisa do América que enfrentaria o São Cristóvão. Heleno ficou apenas 25 minutos em campo - há quem diga que estático, só acompanhando a bola. O seu desejo, porém, foi realizado: pisar no gramado do Maracanã."

As filmagens seguem por mais quatro semanas. Depois, serão interrompidas durante um mês, período em que Santoro vai engordar oito quilos para viver o momento crucial de Heleno de Freitas: a derrocada em um sanatório.

Sem avisar a produção, Rodrigo Santoro decidiu passar um fim de semana em São João Nepomuceno e Barbacena, cidades mineiras onde Heleno de Freitas nasceu e morreu, respectivamente. "Fui acompanhado do (preparador de elenco) Sérgio Pena e conversamos com as pessoas sobre as reminiscências deixadas pelo jogador." Em seu trabalho perfeccionista, ele também ouviu Luiz Eduardo, único filho do atacante. E ainda assistiu ao filme Gilda, clássico noir de Charles Vidor de 1947, em que Rita Hayworth interpreta uma mulher cujo temperamento de diva inspirou uma bela provocação dos torcedores rivais, que gritavam "Gilda" quando o craque estava em campo.

"Ele era um homem surpreendente, um marco da sociedade carioca dos anos 40, pois foi o primeiro jogador a atrair donzelas para os estádios por conta de seu charme", explica Santoro. "Também foi pioneiro em importar um Cadillac, alimentando sua paixão por carros."

O ator se prepara com afinco para as cenas que considera as mais marcantes do filme - justamente a fase em que Heleno, já com a mente devastada pela sífilis, abandona o futebol e vive o resto de sua vida em um sanatório. "Como ele se negou a fazer tratamento adequado, temendo comprometer a virilidade, a doença avançou a ponto de comprometer seu senso crítico, sintoma que era tratado com choques elétricos."

A cena inevitavelmente faz lembrar do primeiro grande momento de Santoro no cinema, Bicho de Sete Cabeças (2000), filme de Laís Bodanzky em que interpreta um rapaz internado pela família em um hospício. "Há alguma semelhança, mas acredito que agora será mais forte."

A doença que Heleno potencializava em sua raiva é a chave do longa de José Henrique Fonseca, que deve estrear em maio de 2011. O diretor gosta de criar um clima propício na filmagem - ao som de músicas incentivadoras (de O Anel do Nibelungo, de Richard Wagner, a clássicos do jazz americano), ele pretende apresentar um Rio desaparecido. "Nos anos 40, enquanto a Europa tentava se recuperar da guerra, a cidade vivia momento glamouroso, graças à beleza natural e ao lazer propiciado por clubes e cassinos", observa o cineasta, que fez uma pesquisa cirúrgica em busca de locações que ainda conservam reminiscências da época.

Em alguns casos, teve sucesso, como o estádio do Vasco, cujos vestiários, tribunas e arquibancadas mantêm a base do desenho original. Ou ainda o Copacabana Palace, onde Heleno viveu durante seus momentos de glória, época em que, reza a lenda, testemunhou Orson Welles atirar uma poltrona na piscina do hotel. "Nossos problemas são mais geográficos", conta Eduardo Pop, da Goritzia Filmes, que divide a produção com a RT Features, de Rodrigo Teixeira. "Veja a cena de Ilma, mulher do jogador, no balcão de um apartamento do hotel: ao fundo, aparece a orla de Copacabana, hoje totalmente distinta do que era há 70 anos. Assim, uma empresa americana foi contratada para, durante quatro meses, trabalhar com computação gráfica a fim de aprimorar apenas três cenas e revigorar a vista original."

Cores. "Nenhum detalhe histórico passará despercebido", garante Rodrigo Teixeira. "Como não se trata de um filme só sobre futebol, todas as histórias fora do gramado têm a mesma importância." Para se conseguir o melhor bordado dessa recriação, foi convidado o especialista da fotografia no cinema Walter Carvalho. Com mais de 50 longas no currículo, ele elaborou um plano sobre as cores do filme. "Para as cenas no sanatório, que representam o momento presente da história, penso em cores desbotadas. Já para os planos de futebol, talvez faça experiência com o preto e branco, mas nada está definido." Em todo caso, todo o longa vem sendo rodado em cores.

A preparação também é acompanhada por Santoro que, apaixonado pelo projeto, decidiu tornar-se um dos produtores. Inédita em sua carreira, a experiência revelou-se cansativa. "Incrível como surgem problemas. Isso até retardou minha preparação do personagem."

Nada, porém, parece barrar seu perfeccionismo. Apesar de ter alguma habilidade com a bola, o ator pediu auxílio do ex-atacante Cláudio Adão, que lhe ensina o refinado futebol de Heleno de Freitas. "É uma homenagem que presto ao grande mito." Respeito por alguém que, mesmo depois de morto, não escapou do infortúnio - quando o corpo do jogador era levado até São João Nepomuceno, chovia torrencialmente e o carro atolou, adiando o enterro em um dia.






FONTE:http://cev.org.br/comunidade/futebol/debate/filme-um-craque-chamado-heleno

Alinne Moraes e Rodrigo Santoro em romântico envolvimento nas cenas do filme Heleno

A atriz Alinne Moraes e o ator Rodrigo Santoro flagrados em romântico envolvimento em cenas do filme Heleno, atualmente em produção no Rio de Janeiro e que conta a história do jogador de futebol Heleno de Freitas.


GALERIA DE FOTOS DA FILMAGEM E HELENO DE FREITAS